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MusicSep 13, '08 5:45 PM
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Todo mundo amando desse jeito, vamulá.
11. Sonhos Cores, Nomes Caetano Veloso 

MusicAug 20, '08 9:56 PM
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How I Long How I Long To Feel That Summer Gorky's Zygotic Mynci 

MusicJun 19, '08 6:09 PM
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Jens Lekman canta Arthur Russell

(L)
A Little Lost Four Songs By Arthur Russell Jens Lekman 

Blog EntryJun 2, '08 9:29 PM
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O acaso que me levou a sua rua, tão próxima a minha rua, me fez acreditar.

A sua casa era outra. Escura e com pedras.  

Pedi para te ver. E esperei.

Você me aparece, descendo os degraus sujos de folha.

E como não diz nada e me abraça? E te abraço.

Nosso abraço era um silêncio, sem pejo, íntimo.

Um abraço de dois melhores amigos, eternos.

Melhores. Os melhores.

Tinha seu nome em minhas orações.

Hoje nem te sei mais.

Hoje te troco, tento te achar, falsamente.

Mas você me abraçou, meu amigo.

Obrigada.


Blog EntryMay 31, '08 6:32 PM
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Sem você sou Betty Brown.


MusicMay 21, '08 5:18 PM
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Me caso com esta música. Do mais recente da Adriana Calcanhoto, "Maré".
09-Um Dia Desses Maré Adriana Calcanhotto 

ReviewMay 19, '08 6:59 PM
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Category:Movies
Genre: Romantic Comedy
(para o Pílula Pop)

- Que tal dois amigos... melhores amigos... a moça sente que está apaixonada no mesmo momento em que o amigo revela que vai se casar. Aí ela tenta fazer de tudo para ele desistir da idéia?

- Foi isso que aconteceu com a Julia Roberts em “O casamento do meu melhor amigo”.

- Ah, é? Verdade. Então vamos colocar o amigo se apaixonando pela melhor amiga, que resolve se casar com outro!

- Uhn...perfeito!

Só assim consigo imaginar a conversa inicial dos roteiristas de “O melhor amigo da noiva”. A trama é exatamente essa. Tom (Patrick Dempsey) leva sua boa e mole vida em Nova Iorque. Seus dias se resumem a dormir com mulheres diferentes a cada noite (jamais com a mesma em noites consecutivas!), andar com seu carrão pelas ruas e ir a incontáveis casamentos do pai (Sydney Pollack). Fora isso, é de lei encontrar a melhor amiga Hannah (Michelle Monaghan) para conversar e comer tortas na confeitaria predileta. Ah, não posso deixar de mencionar: apesar da aparente vida fútil, Tom tem um bom coração porque ele diz “eu te amo” aos cachorros. Affff..

Eis que a vidinha de Tom muda quando Hannah avisa que vai viajar a trabalho para a Escócia, por seis semanas. A saudade da melhor amiga faz o garanhão concluir que está apaixonado e que o melhor a fazer é declarar seu amor. Porém, vejam só, as coisas se complicam porque Hannah volta noiva do escocês Colin (Kevin McKidd) e o casamento irá ocorrer em 15 dias. Só resta a Tom aceitar o pedido para ser uma das ‘madrinhas’ e planejar, com a ajuda dos amigos, formas de acabar com a festa.

Isso mesmo: Tom aceita ser uma das madrinhas de casamento. A idéia justifica a transformação do personagem de Dempsey no amigo legal, que quer ajudar Hannah com todos os preparativos, enquanto tenta arruinar o matrimônio. Precisava mesmo de uma evasiva tão esdrúxula? Precisava, já que, sem ela, não faria sentido a repetição da péssima piadinha “Tom é gay”, gerando momentos que eu fiz questão de esquecer. Tento esquecer também a cena “lição de moral do pai” e frases batidas como “não é o que você está pensando”.

O fato do longa mostrar como Hannah e Tom se tornaram amigos na faculdade conta alguns (poucos) pontos positivos. A amizade dos dois na vida adulta também tem bons momentos, como o compartilhamento das tortas. Já o fato da historinha da torta voltar como pretexto para fazer Colin de um vilão (ele é muito mau: não gosta quando filam a torta do seu prato, uau!) torna “O melhor amigo da noiva” uma das piores comédias românticas a que já assisti.


Blog EntryMay 14, '08 10:15 PM
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Guardava a caixinha com as lembranças no armário. Nem era no fundo do armário ou em uma gaveta bem escondida que ninguém pudesse encontrar. Ninguém dava muito bola mesmo para uma velha caixa de sapato com pequenos papéis e objetos de uma época inocente. Só ela mesmo se importava. Apenas se escondia no momento de abrir a caixa. Ninguém podia presenciar seu quase ritual. Era o momento dela. E de suas lembranças. Eram como duas melhores amigas afastadas pelo tempo. Havia ligação, mas só. Abria a caixinha, tirava tudo, pegava em tudo, lia tudo, observava detalhes. Sorria e o sorriso logo chamava uma lágrima. Que ela achava ser de felicidade, mas logo se transforma em tristeza candente mais saudade absurda. Colocava tudo de volta na caixa, com pressa, meio que sem ver. Fechava. Guardava de novo no armário e às vezes pensava como seria bom esquecer que tudo estava ali. Mas não queria esquecer. A caixa estava ali por sua razão. E era aquele momento em que sorria ao abri-la que justificava ainda tê-la. Ninguém sabia que aquilo era quase rotina para ela. A mãe não sabia. As irmãs não sabiam. Não queria que ninguém soubesse. Não queria ouvir algo como “menina, você chora por nada!”


ReviewReviewReviewMay 14, '08 10:14 PM
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Category:Music
Genre: Pop
Artist:Madonna
(para o Pílula Pop)

A rapadura pop

Hard Candy, 14º álbum de Madonna, já ocupa os primeiros lugares dos rankings mais bambambãs do planeta. Já carinhosamente apelidado de "rapadura" aqui no Brasil – bom, pelo menos pelos meus amigos fãs da cinquentona – não é díficil prever que muitas de suas faixas ainda irão ser trilha sonora das boates mundo afora.

Qualquer canção produzida por Timbaland e interpretada por Madonna e Justin iria fácil para os topos das paradas, sendo boa ou não. É o tipo de tarefa já conquistada antes mesmo de ser lançada. Ainda que você não goste, "4 minutes" consegue te vencer pela insistência. Quando menos esperar você vai se pegar cantarolando as batidas das quatro notas de Timbaland. Alguns dizem que, quando isso acontece, é porque "a música cresceu dentro de mim". Eu chamo de insistência mesmo.

Mas Timbaland também produz uma das responsáveis pelos melhores momentos do disco. Escrita por Madonna e Justin Timberlake, "Miles Away" possui a melhor letra de Hard Candy, que trata de relacionamentos à distância - ou da distância em um relacionamento. O violão e vocais aprimorados também ajudam. Isso para deixar claro que ter a melhor letra aqui nem é tanta vantagem. Até mesmo as referências sexuais são de fraca ousadia para Madonna. Em "Candy Shop", os versos "Come on in to my store cause my sugar is sweet" me faz lembrar com vergonha da homônima de 50 cent (I take you to the candy shop/ I'll let you lick the lollipop). Ainda assim, a batida da música, claramente responsabilidade de Pharrell, a coloca no top 3 do álbum.

"Heartbeat" é pérola pop bacana e me fez pensar até que poderia estar em um disco pop mais redondinho, como Loose, da Nelly Furtado. "She's not me" vai fazer muita menina com dor-de-cotovelo cantar sobre o namorado que a amiga roubou. Só vai ser difícil cantar a parte em que Pharrell intervém, um tanto quanto indecifrável aos ouvidos.

Madonna ensina espanhol e flerta com o flamenco em Spanish Lessons, talvez a mais diferente do álbum. Vamos considerar que é licença poética dizer que "yo soy louco" significa "you drive me crazy". A gente perdoa porque a canção quebra os ritmos insossos das anteriores "Beat Goes On" e "Dance 2night".

Munindo-se das produções de Timbaland e The Neptunes, será díficil Madonna não reconquistar o mercado norte-americano (perdido desde o polêmico American Life, de 2003). Hard Candy é rapadura pop, é doce, mas não é mole. Vale dizer que também não gruda tanto assim. Talvez, quem sabe, com muita insistência...


Blog EntryApr 23, '08 4:44 PM
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Andava pela rua com sorriso de criança em manhã de Natal. Mas ainda era abril e era dia vinte e três. Nenhuma outra data poderia significar mais para ela. Ele segurava o livro. Ela segurava a rosa. Tinha orgulho de ter conseguido achar o livro que ele sempre quis, aquele preferido de quando ele era um menino. O objeto finalmente achado fazia daquele um vinte e três de abril ainda mais especial. A mão esquerda apertava a mão do marido tão forte, que por vezes ele precisava abrir um pouco os dedos para relaxar e sentir algum ar que aliviasse o suor. Na outra mão, a rosa. Não importava se a flor tivesse custado quase nada ou se havia sido comprada em alguma barraquinha simples de última hora, antes do encontro. Importava menos ainda que todas as outras mulheres nas Ramblas seguravam também uma flor. de fato, ela não conseguia enxergar outras mulheres ou outros casais. Aquela rosa lhe pertencia e era o único dia do ano em que o marido lhe dava uma flor. Sentia uma felicidade intensa. Não conseguia não sorrir. Para ela, não havia casal mais feliz naquelas ruas. Para ela, não havia amor mais verdadeiro.


Blog EntryMar 16, '08 2:48 PM
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Peter vai quase todos os dias da semana ao café onde trabalho. Chega lá pelas cinco da tarde. Ás vezes às seis e fica até o local fechar.

 

Tem o sorriso banguelo. Nunca o vi sem o chapéu de palha. Usa sempre uma bengala, ainda que pareça conseguir andar muito bem sem sua ajuda. Alterna entre duas jaquetas, uma azul, outra alaranjada. Ambas um pouco sujas. Tem um cheiro forte, específico. Acredito que possa chegar a incomodar outros em outras mesas.

 

Já no primeiro dia fez uma exigência: café latte, sem qualquer espuma. Aos poucos foi exigindo uma nova quantidade de café, uma xícara diferente. Após um mês, o “Peterchino” foi introduzido ao menu ao lado do caixa, para lembrarmos exatamente qual o preço cobrávamos.

 

Peter tem senso de humor. Gosta de falar de suas viagens, de suas invenções. Inventou novas cartas de baralhos. Desenhou a planta da casa de seus sonhos, no formato de uma motocicleta. Pai de origem africana, mãe inglesa. Passou a infância em um orfanato em Hampstead, ao norte de Londres.

 

Escreve poesias, me empresta filmes, tenta conversar em espanhol. Corrige meu inglês, pede sanduíche de bacon.“Só pão e bacon”.

 

Conta muitas histórias. Chego a duvidar de agumas. Teria Peter Crossley realmente dançado com sua esposa, ao som de Grace Jones, dentro de um supermercado em Paris?


Blog EntryMar 16, '08 2:48 PM
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Sinto todos os cheiros. Todos os gostos. Escuto todas as vozes. Todas as músicas. Penso nele. Nela. Neles. Todos os modos. Todos os jeitos. E os lugares. E as nuvens pelos caminhos. E todos os caminhos. Todos os trajetos.

 

Eu ainda nem fui.


MusicFeb 11, '08 6:52 PM
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Da trilha de juno. Não sei qual a mais fofa.
Tire Swing Juno Soundtrack Kimya Dawson 
So Nice So Smart [2004]Knock-Knock Who? Kimya Dawson 
Loose Lips Juno Soundtrack Kimya Dawson 

Blog EntryFeb 11, '08 9:04 AM
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Beijos de outros

Discos poucos

Guarda-chuva sempre


Blog EntryJan 21, '08 1:35 PM
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Faz hoje quatro

O canto inédito do pasarinho

É ouvir um longe

Que aperta o coração

 

 


MusicJan 7, '08 8:10 PM
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Na época de escola meu melhor amigo se chamava Diego. A gente era tímido e conseguíamos conversar mais pelo icq. Lembro que o Diego disse que queria uma música de um clipe que ele viu na MTV. Ele descreveu o clipe e eu lembro que fiquei feliz porque, vejam só, eu tinha mp3 dessa música!!! Tem quase dez anos que eu fiz minha primeira transferência musical via internet, pelo icq (quanto tempo deve ter durado, me pergunto). Não sei onde está o Diego, mas hoje essa música tocou no rádio enquanto eu trabalhava. Sorri sozinha com minhas lembranças.
You've Got The Music In You - news radicals   

Blog EntryDec 27, '07 8:05 PM
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Poderia dizer que leio livros para me tornar menos ignorante. Contudo, acho que o faço mesmo porque consigo me desligar de quaisquer mundinhos quando tenho uma boa história em mãos.

 

Sei que, de certa forma, Ruy Castro me salvou da ignorância de pensar que Carmen Miranda era apenas uma mulher que fez sucesso com seu pomposo turbante de frutas na cabeça, cantando o samba de Caymmi O que é que a baiana tem?. Da euforia dos primeiros carnavais ao final melancólico em Los Angeles, é possível entender porque a artista foi digna de merecer Carmen, uma bela biografia de mais de 600 páginas. E por falar em Ruy Castro, foi ele quem selecionou e traduziu os contos de Dorothy Parker em Big loira e outras historias de Nova York. A autora entra para minha lista de autores preferidos, por seu senso de humor amargo e por sua capacidade de descrever situaçoes tragicômicas. É também daqueles escritores que a gente não consegue decidir o que é mais interessante: vida ou obra.

 

Do argentino Julio Cortazar, li O exame final e o Diário de Andrés Fava. Exame final conta a história de um grupo de amigos – dentre eles, o Andrés - que caminha pelas ruas de Buenos Aires na véspera de um importante exame. No meu caso, me reconheci em cada um dos personagens – ás vezes é doloroso se reconhcer assim – e reconheci todos os meus melhores amigos. O diário de Andrés contém pensamentos e reflexões do personagem. Ambos os livros são daqueles merecedores de copiar paragráfos ou páginas inteiras e eu lia balançando a cabeça “aham, é isso mesmo”. Tão bom quando alguém coloca no papel exatamente o que você pensa, não é mesmo?

 

Sobre A Sangue Frio já escrevi aqui. Me lembro desde sempre do meu pai me dizendo sobe o livro, sobre a história real, o quão cruel foi o que aconteceu. Tenho certa vergoinha de admitir que só li a obra mesmo este ano (apesar de já saber muito da história, por ler relatos de relatos, por saber muito da vida de Truman Capote e sobre novo jornalismo). Foi o melhor que li este ano e daqueles livros que me afetou de verdade. No período em que li, não conseguia deixar de pensar na história. Até mesmo quando dormia, sonhava – ou tinha pesadelos?- sobre o ocorrido. Da prateleira “jornalismo literário”, li também Radical chique e o novo jornalismo, de Tom Wolfe. A parte, digamos, “técnica” do livro, já estava cansada de saber (ainda assim é uma boa introdução para quem não sabe muito do assunto). Mas nada como ler as reportagens de Wolfe que estão lá para ter certeza de que o novo jornalismo me faz pensar que escolhi a profissão certa.

 

De Chico Buarque, li Estorvo e Budapeste, para uma matéria na faculdade chamada “As cidades na Literatura de Chico Buarque. Enquanto o segundo li mais por curiosidade – e como foi interessante lê-lo quando estudava linguística ao mesmo tempo -, o primeiro li, reli e li mais uma vez para fazer o trabalho final do curso. Junto a Estorvo, veio a leitura de outros livros e textos maravilhosos sobre o escrever a cidade. Nada mais prazeroso para quem, como eu, gosta fingir-se de flâneur ou simplesmente contenta-se em observar pessoas e situações.

 

O clássico do ano foi Pergunte ao Pó, de Jonh Fante. Apesar de não ter achado o livro suficiente para me considerar mais uma dentre tantos fãs do autor, não posso negar que senti aquele bom incômodo ao ler a história de Arturo Bandini e sua paixão maldita pela mexicana Camila.

 

Após as amarguras de Estorvo e Pergunte ao Pó, veio o infantil Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Guará. Bom para respirar um pouco e dá para ler enquanto espera um vôo BH-Rio de Janeiro, por exemplo. Li para resenhar para uma revista feminina e recomendo para as crianças. Partindo da premissa de que o conto pode deseducar ecologicamente as crianças, o autor transporta a história para o Brasil e Chapeuzinho vai visitar a avó pelo caminho do cerrado. Educativo que só lendo!

 

E aí depois veio um daqueles livros que muda a vida para sempre. Após ler Alguns poemas, de Emily Dickinson, fiquei contaminada pela forma com que a escritora faz poesia. Conclusão: a maioria dos poemas que tentei escrever após ler o livro, tinha um quê dickinsiniano. Não sei se isso é bom ou ruim, mas sei que isso acontece quando a gente gosta mesmo do que algum autor escreve. Posso afimar também que Emily Dickinson tem a vida mais curiosa dentre os autores que li este ano, já que passou a maior parte de sua vida reclusa em um quarto, onde escreveu seus extraordinários poemas.

 

Ainda que não me considere fã de Harry Potter (também pudera, com os fanáticos que existem por aí, eu não me consideraria mais que uma “fiel admiradora”), li o último livro da série (Harry Potter and the deathly hallows) logo que saiu na versão inglesa. Mais uma vez J. K. Rowling te prende na história e faz você passar a madrugada lendo para saber como termina tudo. Porém, achei o início arrastado e não incluo o Deathy Hallows dentre os melhores da saga de Potter.

 

Acertei ao escolher História da MPB, de Rodrigo Faour, para ser meu último livro antes de sair do Brasil. Como brasileiro gosta de sofrer e escrever sobre dores-de-cotovelo! O autor explora as canções desde o maxixe até o funk proibidão. Ah, é bom sim ter um conhecimento prévio das canções antes de ler o livro e aí eu agradeço à minha mãe pelas inúmeras viagens de carro com trilha daqueles discos da coleção “Fim de tarde” (uau, nunca me esqueci do nome!).  

 

Cá no continente velho, terminei o ano lendo Palm Sunday e Cat’s Cradle, do Kurt Vonnegut. Palm Sunday é uma espécie de autobiografia e saber mais da vida do escritor me fez ainda mais fã (sim, sou fã do Vonnegut e encho a boca para falar isso). Cat`s Cradle é considerado clássico dentre sua obra – é um dos que muita gente lê primeiro – e está tudo lá: toda a ironia inteligente que te faz rir quase com culpa.

 

Ano que vem – ou semana que vem – começo com James Joyce porque me falaram que tenho que ler Ulisses antes de visitar Dublin, na Irlanda.

 

Segue o esquema estrelinha abaixo:

 

Carmen *****

Big loira e outras historias de Nova York ****

O Exame final ****

Diário de Andrés Fava *****

A sangue frio *****

Radical chique e o novo jornalismo ***

Estorvo ****

Budapeste ****

Pergunte ao pó ***

Chapeuzinho vermelho e o lobo guará ***

Alguns poemas: Emily Dickinson *****

Harry Potter and the deathly hallows ***

História sexual da mpb ****

Palm Sunday *****

Cat's cradle ****


Blog EntrySep 21, '07 2:13 PM
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Pensei que poderia fazer igual ao Xavier, de “Albergue Espanhol”. Abraçá-los e deixar para chorar só dentro do avião.


Mas eu nem acredito que a vida é como nos filmes.  


Blog EntrySep 13, '07 12:01 AM
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No palco, dança tão leve, tão leve. Que nem parece que tem todo o peso de sua vida ali. Dá um passo. Rodopia. Flutua. Cai e é proposital. Toma um remédio. Desliza. Cai e não é proposital. Poucos sabem de sua doçura. Poucos a viram ali no palco. Menos ainda sabem de sua história. Se em um rodopio, ela pudesse voar e fugir dali...

 

Procurando bem

A bailarina tem

E às vezes só ela tem


Blog EntryAug 31, '07 9:16 PM
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- Toc, toc!
- Quem é?
- Setembro.
- Mas já???


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